300 Agachamentos

Programa 300 agachamentos

241-260 agachamentos

241-260 agachamentos
Dia 1
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 4
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 50 Série 1 56
Série 2 50 Série 2 56
Série 3 52 Série 3 52
Série 4 52 Série 4 50
Série 5 50 Série 5 50
Série 6 50 Série 6 56
Série 7 max (mínimo 56) Série 7 max (mínimo 58)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 2
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 5
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 50 Série 1 58
Série 2 50 Série 2 58
Série 3 52 Série 3 52
Série 4 52 Série 4 52
Série 5 54 Série 5 50
Série 6 54 Série 6 56
Série 7 max (mínimo 56) Série 7 max (mínimo 58)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 3
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 6
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 54 Série 1 58
Série 2 54 Série 2 58
Série 3 52 Série 3 52
Série 4 50 Série 4 52
Série 5 50 Série 5 52
Série 6 56 Série 6 58
Série 7 max (mínimo 56) Série 7 max (mínimo 60)
Pelo menos 2 dias de intervalo Pelo menos 2 dias de intervalo
 

 

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Os agachamentos e as artes marciais

Veja um bom lutador de golpes acertar um pontapé e parece que é a perna que faz o trabalho. Não é. A potência sobe a partir do chão — através da perna de apoio, das ancas e do tronco — e a perna é apenas a última coisa a mover-se. Essa cadeia é exatamente o que um agachamento treina, e é por isso que tantos lutadores, de disciplinas muito diferentes, o mantêm no seu programa.

Comece pelo óbvio: a força bruta da parte inferior do corpo. Os agachamentos carregam os quadríceps, os isquiotibiais e os glúteos, os mesmos músculos que impulsionam um pontapé circular no Muay Thai, um pontapé rodado no Taekwondo ou um soco de avanço forte no boxe. Uma base mais forte dá a um lutador mais contra que empurrar e mais força para enviar pela cadeia até à técnica. É a diferença entre um pontapé que acerta e um que acerta com peso.

Mas lutar não é apenas produzir força — é produzi-la enquanto se move e se mantém o equilíbrio. Agachar ao longo de uma amplitude completa treina as ancas, os joelhos e os tornozelos a trabalhar em conjunto, o que se transfere para mudanças rápidas de guarda, mudanças de nível e o constante reposicionamento que artes como o Kung Fu e a Capoeira exigem. Um lutador de agarre precisa das mesmas qualidades por razões diferentes: no Judo ou no Jiu-Jitsu Brasileiro, uma base baixa e forte e uma boa consciência corporal são o que permite defender uma projeção ou impor uma queda, e o treino de agachamento alimenta tanto a força como a noção de onde está o seu centro de gravidade.

A resistência também importa. Um assalto é muito tempo para continuar a gerar potência, e os agachamentos — sendo um movimento composto que recruta grandes grupos musculares — são exigentes o suficiente para que séries regulares ensinem o corpo a continuar a trabalhar sob fadiga. No fim de um combate, quando a técnica tende a desmoronar-se, é muitas vezes esse condicionamento que fica de pé.

O bom é a facilidade com que o movimento se molda ao desporto. Um treinador pode programar agachamentos profundos para a amplitude, agachamentos pistol para o controlo e o equilíbrio numa só perna, ou agachamentos com carga para a potência pura, e encaixá-los em aquecimentos, blocos de força ou circuitos de condicionamento consoante aquilo de que um lutador precisa. Nada disto substitui o tempo no tatame ou o trabalho de manoplas — a técnica constrói-se praticando a técnica — mas uma parte inferior do corpo forte, móvel e bem condicionada dá a essa técnica um motor muito maior para funcionar. Para um exercício tão simples, é muito para oferecer a um artista marcial.