300 Agachamentos

Programa 300 agachamentos

261-275 agachamentos

261-275 agachamentos
Dia 1
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 4
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 60 Série 1 60
Série 2 60 Série 2 60
Série 3 52 Série 3 58
Série 4 52 Série 4 56
Série 5 52 Série 5 56
Série 6 60 Série 6 62
Série 7 max (mínimo 60) Série 7 max (mínimo 62)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 2
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 5
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 58 Série 1 60
Série 2 58 Série 2 60
Série 3 54 Série 3 58
Série 4 58 Série 4 58
Série 5 54 Série 5 58
Série 6 60 Série 6 62
Série 7 max (mínimo 60) Série 7 max (mínimo 62)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 3
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 6
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 60 Série 1 60
Série 2 60 Série 2 60
Série 3 58 Série 3 60
Série 4 54 Série 4 60
Série 5 54 Série 5 60
Série 6 60 Série 6 62
Série 7 max (mínimo 62) Série 7 max (mínimo 64)
Pelo menos 2 dias de intervalo Pelo menos 2 dias de intervalo
 

 

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Como os astronautas fazem agachamentos no espaço

Na Terra, um agachamento é uma luta contra a gravidade. Retire a gravidade e o exercício, pelo menos a versão que conhecemos, deixa de funcionar — não há nada para levantar, e o próprio peso do corpo flutua. Isso é um problema real em órbita, porque o corpo humano está construído para uma força descendente constante e, sem ela, o músculo e o osso que não são regularmente carregados tendem a enfraquecer ao longo de uma missão prolongada. Por isso, a questão interessante não é se os astronautas devem treinar, mas como se pode sequer agachar quando nada pesa.

A resposta é levar a resistência consigo. A Estação Espacial Internacional transporta uma máquina chamada Advanced Resistive Exercise Device, ou ARED, que usa cilindros de vácuo para criar uma resistência ajustável que substitui a carga que uma barra proporcionaria em terra. Preso a ela, um astronauta pode realizar agachamentos e outros levantamentos contra uma força que pode aumentar ou diminuir, dando às pernas, às ancas e ao tronco algo real contra que trabalhar num ambiente que, de outra forma, nada oferece.

Como a configuração é tão diferente da de um ginásio, o treino começa muito antes do lançamento. Os astronautas ensaiam estas rotinas adaptadas na Terra para que usar o equipamento e atingir as posições certas seja algo natural quando estiverem em órbita. Uma vez lá, o exercício de resistência torna-se uma parte agendada e quase diária do dia, e não um extra opcional — é tratado como manutenção essencial para o corpo ao longo de semanas e meses em microgravidade.

Os agachamentos merecem o seu lugar nesse horário pela mesma razão que ancoram os programas na Terra: um só movimento carrega grande parte do corpo ao mesmo tempo e trabalha exatamente os grandes músculos da parte inferior do corpo que um ambiente sem peso deixa subutilizados. Essa eficiência importa ainda mais quando o tempo de treino e o equipamento são rigorosamente racionados.

O que vem a seguir tem tudo para se tornar mais sofisticado. À medida que as agências planeiam missões mais longas e pensam a sério em viagens para além da órbita baixa, manter as tripulações fisicamente capazes torna-se ainda mais importante, e as ferramentas continuam a evoluir — equipamento de resistência mais pequeno e mais inteligente, e ideias como combinar o treino com ambientes virtuais para tornar as sessões longas mais suportáveis. O humilde agachamento, afinal, está a seguir-nos para fora do planeta.